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CONFIANÇA: do comportamento à matemática.

O primeiro passo para o país voltar a crescer será a retomada da CONFIANÇA. O quê já está acontecendo.

A confiança é como um termômetro que mede o nível de disposição dos agentes econômicos de apresentarem comportamento positivo. Com a melhora da confiança, o consumidor compra mais, o empresário investe mais e o industrial produz mais.

Mas confiança em quê? Confiança que as coisas vão melhorar. É como um gatilho. Neste momento, estamos vivendo algo parecido. Embora o Brasil ainda esteja em recessão, esta já dá sinais de arrefecimento. Por quê? Porque os agentes econômicos de um modo geral, acham que a saída da Presidente afastada Dilma Roussef pode ser um início de uma melhora no panorama geral.

Muitos acham que o novo governo será capaz de implementar medidas econômicas que a Presidente afastada não conseguiu, portanto já pensam que o quadro vai melhorar.

Já falei aqui sobre expectativas e como os agentes a antecipam. Pois bem, é como um processo de trabalho. Aumentando a confiança, o consumidor consome, logo o empresário investe e a industria produz mais (e contrata mais). E aí o cenário econômico melhora, a renda geral aumenta, o desemprego cai, aumenta então a disponibilidade de crédito e roda da economia volta a girar.

Como a inflação já está caindo, o Banco Central tem mais margem de manobra para baixar o juros, o que irá possibilitar mais investimentos.

É claro que não só de confiança vive o homem, mas esta ajuda bem em um momento de retomada.
Outras medidas serão necessárias para manter a confiança em um patamar positivo, mas isso é outro assunto.

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